quinta-feira, 27 de novembro de 2008




Segredo

Sinto tua presença como querendo abolir a minha
Essa tua alma pura e densa
Esconde sob a face de menino
A tua realidade vulgar e sombria

Esse corpo frágil e a mente doentia
Não te deixam levantar
Puxam de volta para a cama quente
Onde desmaias e fica por horas

Até quando você agüenta?
Quero eu poder te acariciar
Te beijar e te sentir a pele gelada na minha
E morder-te um pouco...só um pouco

Vinde a mim criança atormentada
Deixe-se cair em meus braços sedentos por ti
Dá-me todo essa força que tens em forma de amor
Acaricia meus lábios com os teus...

Joga fora essa face sofrida
E mostra tua natureza proibida
Teus desejos enrustidos
Tuas manias dialéticas...

Te liberta anjo perdido
Sai desse mundo de dogmas inúteis
Se entrega ao que é bom
E venha me amar como eu te amo...

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