quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009




Janela Aberta

Ainda percebo que não mudei
Queria consertar tudo aquilo que me faz mal
Mas sou fraca ainda pra tal façanha
E entendo que talvez não seja ainda a hora

Miro a lua com um lânguido olhar
E singelamente me ponho a pensar na vida
Nos erros,nos acertos,nos amores...
Não me arrependo de nada acredite

Tento enxergar a felicidade
Mas sou cega
Tenho ouvidos aguçados pra o que dizes
Mas não tenho voz para falar-lhe o que sinto

Quem ama como eu,não tem medo de nada
Nem da morte nem da sorte
Eu sei que sofrer é conseqüência de amar
Por isso,sofro sorrindo

O frio da tua expressão ainda me congela a alma
Quantos segredos trazem a mente de alguém que sofre?
Eu sei o que você é e o que não é
Você está tão perdido quanto eu

Você não sabe que me machuca quando chora
Mas eu também não sei se te magoei
Eu sei que você morre para esquecer o que te aflige
Por isso descanse em paz que amanhã será um longo dia

sábado, 7 de fevereiro de 2009




Noite de chuva

Nuvens cobrem o sol
A chuva cai como lágrimas
De quem perdeu um grande amor
Por uma escolha mal feita

Seus olhos negros ainda me assombram
Quando não me respondes meu chão cai
Estou num labirinto de sentimentos
Sentimentos esses que não consigo entender

Não entendes a dimensão de tal amor
Que é capaz de ultrapassar barreiras
E qualquer fronteira que nos separe
Mas não é capaz de fazer você enxerga-lo

Dói quando dizes que sofre por outra que não eu
Sei que não te posso ter
Por isso minha única alegria são teus olhos no retrato
E nada mais

Condeno-me por um erro que sei que cometi
Mas não o aceito
Ainda te quero e dói ver-te longe de mim
Dói ter que tentar esquece-lo

Cada vez que te vejo mais te quero
Cada vez que falava contigo mais me apaixonava
E agora não tem mais como voltar atrás
Assim continuo o meu caminho sem que me vejas