domingo, 23 de novembro de 2008



Mancha de Sutileza

Barulho de prata batendo na janela
Quem é?Quem é?Grita um corvo morto

Uma rosa não rosa ficou esbranquiçada
Seu sangue agora colore a fria estrada
Que amantes e poetas,ladrões,nobres e serviçais
Hão de sempre ouvir esses versos embaraçados

Vida perdida é tesouro muito raro
Num navio naufragado na alma do mar

Cor gelada do corpo morto pelo tempo
Que levou a beleza efêmera da prostituta cristã
Que se dizia bela e imortal
Um dia veio o fogo e lhe apagou a saliência

No chão uma mulher que chora
Vestindo o azul da nobreza e os monarcas de outrora
Os mesmos azuis que gritavam comigo
Os mesmos azuis que retiraram sua dignidade...

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