sábado, 14 de março de 2009





Repetição

Meu corpo cansado sente vivo
O minimalismo das tuas ações
O atrito que causa o medo
Um beijo sem saliência

Iluminado pela noite sem lua
Assim é nosso momento perdido
Um gosto acre que segue subindo
Meus lábios ao encostarem nos teus

Doce silfo perdido
Foste escolher justo eu que não sei amar
Uma criatura sórdida
Com um perfume que vicia

Trava tua língua,em meados do meu pescoço,
Batalha mortal para me satisfazer
Contra a virtude da pureza
Deixa tua infame chama tomar meu corpo

Sente leve minha voz a sussurrar no teu ouvido
Feitiços ou rezas para que jamais me deixes
Deixa-me saciar essa tua sede eterna
De calor não divino

Você não é daqui eu sei
Não é de nenhum lugar
Tens olhos negros,rasgados
Que tentam sempre da minha alma se aproximar

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